Quando o trigo floresce, floresce também o orgulho de quem vive da terra.

A história do cooperado Daniel André da Silva, 75 anos, começa longe dos campos de trigo.

Durante anos, ele foi dono de uma sorveteria chamada Kespumoso, no centro de Carmo do Paranaíba. Era ali, entre risadas e casquinhas de sorvete, que Daniel começou a sonhar em produzir o seu próprio leite.
Com muito esforço e fé, juntou o que pôde e comprou sua primeira terra — um pedaço de chão que se tornaria o alicerce de toda a sua vida.

Hoje, quem visita sua fazenda encontra um produtor realizado, pai de três filhas e avô orgulhoso de três netos, que construiu com humildade e trabalho o sustento da família.
Ao lado da filha Laura, que herdou o gosto pela pecuária e já ajuda na gestão, Daniel comanda uma propriedade de 850 animais, 14 colaboradores e um coração cheio de gratidão.

Cooperado da CARPEC há 38 anos, Daniel carrega consigo a essência do cooperativismo: crescer junto, inovar e compartilhar conhecimento.
E foi desse mesmo amor pela terra e espírito cooperativista que nasceu o desejo de inovar.

Neste ano, Daniel apostou em algo novo: o trigo forrageiro. 🌾
São 39 hectares plantados, capazes de render mil toneladas de silagem — alimento de qualidade que nutre o rebanho e traz eficiência à fazenda.

“Esse foi meu primeiro experimento com o trigo”, conta. “Acompanhado pelos técnicos da EPAMIG, vi que a cultura se adaptou bem ao frio e produziu muito. Estou satisfeito demais.”

Mas o trigo trouxe mais que produtividade. Trouxe orgulho, aprendizado e economia.
Com o cultivo, Daniel reduziu custos, aproveitou o solo no inverno e tornou sua fazenda ainda mais sustentável.

Hoje, ele se orgulha de ter o certificado Carbono Zero da Nestlé, prova de que é possível produzir respeitando o meio ambiente e cuidando do futuro.
“Tudo aqui é reaproveitado”, diz com um sorriso sereno. “O gás vira energia, o esterco alimenta as plantas, o chorume fertiliza as lavouras. E o trigo… o trigo alimenta o rebanho e a alma de quem acredita no campo.”

Além de todos esses benefícios, o resultado veio também em números: uma economia de cerca de R$ 200 mil por ano, antes gastos com feno.
“O trigo trouxe eficiência e alívio no bolso. É uma cultura que deu certo e veio para ficar.”

Com a sabedoria de quem construiu uma vida inteira com as próprias mãos, Daniel deixa um conselho simples e verdadeiro:
“Nada é fácil, mas com amor, planejamento e fé, tudo dá certo. Plantem, trabalhem, acreditem. O trigo me mostrou que a terra sempre retribui quando cuidamos dela com o coração.” 🌾

FONTE/TEXTO: COMUNICAÇÃO CARPEC