Aos 68 anos, José Maria de Lima carrega no olhar a experiência de quem aprendeu que o agro não para — e que cada safra traz consigo esperança, desafios e aprendizado. Cooperado da CARPEC há 11 anos, produtor de feijão, soja e milho na região de Tiros–MG, ele construiu sua trajetória com trabalho, coragem e visão de futuro.
Há 28 anos, José Maria decidiu mudar o rumo da própria história. Vindo de uma família de fazendeiros, mas sem tradição na agricultura, ele trabalhava com máquinas de terraplanagem quando, em conversas com amigos já envolvidos no agro, sentiu o chamado do campo. Foi ali que começou a plantar feijão, soja e milho — e nunca mais parou. Hoje, atua como médio produtor e cultiva, entre outras áreas, 22 hectares de feijão, levando adiante uma cultura que se tornou parte da sua identidade.
Para ele, poucas coisas se comparam à emoção de ver o feijão produzido na lavoura chegando à mesa das famílias brasileiras. “A maior felicidade e vitória de quem planta é saber que aquilo que saiu da terra vai alimentar pessoas”, resume. É esse sentimento que faz cada dia no campo valer a pena.
Mas quem vê o alimento pronto, muitas vezes não imagina o cuidado que existe por trás de cada grão. O feijão, segundo José Maria, é uma planta generosa, mas exigente. Precisa de atenção constante, adubação correta, manejo cuidadoso e muita prevenção. Nesse caminho, o apoio da CARPEC faz toda a diferença. “Há 11 anos contamos com essa parceria, com agrônomos que acompanham do início ao fim da safra. Esse suporte é fundamental para o sucesso da lavoura”, afirma.
Ao longo dos anos, o campo também ensinou lições duras. Uma delas ficou marcada há cerca de 12 anos, quando uma safra promissora foi interrompida por uma seca severa. Foram perdidos cerca de 400 hectares de feijão. O preço estava alto, a expectativa era grande, mas a produção não veio. Um momento difícil, que todo produtor que já enfrentou perdas conhece bem. Ainda assim, José Maria segue com gratidão: parceiros estiveram ao seu lado, ajudaram a atravessar aquele período, e hoje ele celebra a superação e as lavouras que voltaram a prosperar.
Neste dia 10 de fevereiro, Dia do Feijão, sua mensagem é clara e direta: o produtor rural precisa ser valorizado. A vida no campo não é simples. Ela é feita de riscos, incertezas, preços que oscilam, clima imprevisível e decisões diárias que impactam o sustento da família. Ainda assim, é o produtor que acorda cedo, enfrenta os desafios e garante alimento na mesa de milhões de pessoas.
Com o olhar voltado para o futuro, José Maria sonha em passar esse legado para filhos e netos, para que continuem carregando essa bandeira com responsabilidade e orgulho. Porque plantar feijão, para ele, nunca foi apenas um negócio — é uma história de vida, construída com fé, parceria e amor pelo campo.
FONTE/TEXTO: COMUNICAÇÃO CARPEC


