Amarildo Borges: o orgulho de ser homem do campo

No Dia do Pecuarista, a CARPEC homenageia Amarildo José Borges, cooperado que construiu sua história com trabalho, amor pela terra e uma família unida pelo agro.

Na alma do pecuarista Amarildo José Borges, o campo não é apenas lugar de trabalho — é raiz, é história e vocação.

A trajetória dele começou há mais de quatro décadas, quando ainda menino morava na comunidade da Matinha. O barracão da fazenda do pai era ponto de parada para os boiadeiros que conduziam o gado vindo de Quintinos-MG. Ali, entre o cheiro do café recém-passado e o som das varas com ferrão conduzindo os bois, nasceu o encantamento de Amarildo pela vida no campo.

Desde cedo, aprendeu a observar, admirar e participar. O pai construiu um embarcador com curral que era alugado aos tropeiros da região — e Amarildo cresceu nesse cenário, alimentando um amor genuíno pela pecuária. “Sempre gostei de gado, cavalo, do agronegócio no geral”, relembra com brilho nos olhos.

Hoje, aos 59 anos, à frente da Fazenda Paraíso, Amarildo comanda um confinamento com cerca de 700 a 800 cabeças de gado, com rotatividade constante. A paixão pela lida com o gado permanece a mesma daquele garoto de olhos atentos na Matinha.

“Estar no campo é onde me sinto completo”, afirma Amarildo. Para ele, mais do que um ofício, a pecuária é uma missão. E deixa um conselho para quem compartilha da mesma paixão:

“Mesmo em tempos difíceis, o pecuarista precisa manter o curral cheio, continuar firme. No final do ciclo, o trabalho bem feito sempre traz retorno. É isso que faz a diferença.”

Mas entre tantos momentos marcantes, há um que o fez se emocionar de forma especial. Durante a formatura de seu filho mais novo, Eduardo, ao entrar no salão ao lado da esposa para a tradicional valsa, ouviu ecoar pelos alto-falantes a canção “Homem do Campo” de Léo Canhoto & Robertinho. “Naquela hora, caiu a ficha de tudo. Saber que meus filhos reconhecem meu valor como homem do campo, aquilo me tocou profundamente. Me emocionei. Saber que consegui formar um doutor, vindo de tanto esforço na terra, é motivo de muito orgulho”, relata com a voz embargada.

Na jornada de Amarildo, a família é o alicerce. Ele se emociona ao falar da esposa Rosemere, de quem recebeu apoio incondicional em cada fase de sua vida, e agradece aos filhos Rafael e Eduardo, às noras Edna e Fernanda, e à netinha Julia, de apenas dois aninhos, que enche seus dias de alegria. Rafael, o filho mais velho, hoje é seu braço direito na fazenda. “Saber que ele dará continuidade a tudo que construímos juntos é ter a certeza de que plantei bem o meu legado”, diz com gratidão.

E em sua caminhada, a CARPEC também tem papel especial. Amarildo faz questão de destacar a importância da cooperativa em sua trajetória: “Temos que nos orgulhar de ter uma cooperativa tão responsável e presente. A CARPEC cuida da gente, do nosso rebanho, da nossa produção. A cooperativa é nossa, de Carmo do Paranaíba, e temos que dizer isso com orgulho.”

Neste 15 de julho, Dia do Pecuarista, celebramos com orgulho homens como Amarildo — que carregam no peito a força do campo, na mente o compromisso com a produção de qualidade, e no coração o amor pela família e pela terra.

A CARPEC se orgulha de ter em seu quadro de cooperados um exemplo como Amarildo Borges: um verdadeiro guardião da pecuária, da tradição e do futuro do agro.

FONTE/TEXTO: COMUNICAÇÃO CARPEC