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Café-Previsão de Alta das Cotações

Clima deve ser preocupação constante ao longo de 2015.

NELSON MOURA
TERÇA-FEIRA, 10/02/2015

Café contraria as previsões e preços continuam em alta

O café brasileiro segue no contra fluxo, com garantia de preços firmes até o fim do ano.

A escassez do grão de qualidade no mercado internacional mantém as cotações em alta, mesmo com a previsão de safra recorde no Brasil para a temporada 2010/2011.

"Os preços firmes vão se manter até a entrada do café certificado em Nova York, esperado para o fim do ano", afirma Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

Segundo Natan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o mercado mundial reagiu à falta de café arábica, o que elevou as cotações, refletindo nos preços no Brasil.

"Os cafés de alta qualidade avançaram nos últimos 30,40 dias, 35%", observa.

A saca de 60 quilos que custava há aproximadamente um mês e meio R$ 300, passou para R$ 400.

De acordo com Herszkowicz, a valorização do grão especial também serviu para alavancar, embora em escala menor, os preços do café comum.

Segundo o diretor, a indústria tem pago 20% a mais pelo produto do que oferecia há 30 dias. "São R$ 40 a mais por saca", calcula.

Estatística da Safras & Mercado mostra para esta temporada um crescimento de 24% na produção nacional, se comparada a safra anterior, ou 54,6 milhões de sacas esperadas para 2010/2011.

"Safra recorde, batendo a de 2002/2003, quando o País produziu 52,5 milhões de sacas", diz o analista.

Já o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima uma produção brasileira de 55,3 milhões de sacas. Deste total, o tipo arábica deve responder por 41,8 milhões de sacas.

Segundo Barabach, a produção em Minas Gerais deve representar por mais da metade do cultivo nacional, com 28,7 milhões de sacas.

Na sequência do ranking dos maiores estados produtores do País, vem Espírito Santo, seguido por São Paulo, Rondônia, pelo Paraná e pela Bahia.

Dados da Safras apontam ainda que até quarta-feira passada o Brasil já havia colhido 63% do volume total. "O conilon já está no fim, e o arábica está chegando na metade da colheita", pontua o analista.

Para Herszkowicz, mesmo com a entrada do grão certificado por Nova York, os preços seguem firmes. "Tudo indica que as cotações vão se manter. A América Central vai produzir menos".

A mudança climática dos últimos dias, com incidência de chuvas, especialmente em Minas Gerais, de acordo com o diretor não afeta a safra brasileira. "O clima tem favorecido o crescimento do grão.

A previsão de safra cheia deve se manter", afirma. Segundo Barabach, as chuvas em período de colheita causam preocupação, mas ainda é precoce mensurar qualquer tipo de perda em qualidade ou volume.

"É cedo para falar em perdas por chuvas, a colheita está andando. As chuvas podem ocasionar qualidade mais baixa apenas em alguns bolsões", pondera.

O analista ainda considera que a expectativa de safra recorde no País não tem pesado no mercado interno. "Com o anúncio de recorde, esperava-se que ocorresse barrigada de safra", comenta.

Nesse cenário, Barabach acredita em duas possibilidades para essa falta de impacto. Para o analista, o processo pós-colheita está retardado e a oferta é levada em ritmo lento para o mercado ou a safra não terá o volume estimado.

São Paulo Estudo da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA) indica que nesta safra, São Paulo deve produzir 4,36 milhões de sacas.

O que representa um avanço de 27,2% ante a temporada 2009. Franca, São João da Boa Vista, Marília e Ourinhos devem puxar o avanço.

O café brasileiro segue no contrafluxo, com garantia de preços firmes até o fim do ano.

A escassez do grão de qualidade no mercado internacional mantém as cotações em alta, mesmo com a previsão de safra recorde no Brasil na temporada 2010/2011.

"Os preços firmes vão se manter até a entrada do café certificado em Nova York, esperada para o fim do ano", diz Gil Carlos Barabach, analista da Safras & Mercado.

Segundo Natan Herszkowicz, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), o mercado global reagiu à falta de arábica, o que elevou as cotações, refletindo-se nos preços no Brasil.

"Os cafés de alta qualidade avançaram, nos últimos 30 dias, 35%", diz. A saca que há um mês e meio custava R$ 300, passou para R$ 400.(Valor Econômico)

 

 

Fonte: www.douradosagora.com.br

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